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Como emagrecer e evitar o efeito sanfona

-Eu não sei qual é a melhor forma de perder peso. Acho que ninguém sabe. É possível que exista uma solução válida para todo o mundo e é até possível que haja pessoas para que não haja uma forma de comer que lhe sirva. Tenho lido muitos estudos científicos e, que eu saiba, não há nem um experimento científico em que uma dieta tenha provado ser útil para a perda de peso importante a longo prazo. E essa é a perda de peso que importa para os que precisam perder peso.

Como emagrecer e evitar o efeito sanfona

Qualquer dieta faz perder peso nos primeiros meses, mas também fazem com que recuperá-lo mais tarde. Também não existe, que eu saiba, esse experimento científico que prove que adicionando exercício físico sim, você pode perder peso. Os experimentos científicos nos dizem que sim, há pessoas que o “come menos e ande mais” les funcionar, mas são a exceção.

Esses são alguns fatos que não lhe contam às pessoas: as dietas de baixa caloria não têm se mostrado eficazes para a perda de peso em um estudo científico. Nem há razão para que funcionem, porque seu fundamento é errado. Conto isso porque, pois, me perguntas a respeito de “converter a dieta em um estilo de vida”, e se poderia interpretar que o problema é sair da dieta.

Eu não penso assim: não há evidências na literatura científica de que as dietas funcionam quando se seguem, o que é inadequado centrar a atenção da vítima: não é a falta de aderência à dieta, o que faz com que as dietas para perda de peso em dêem frutos. Não é o gordo, o que falha é o profissional. O “come-se menos” deve ser o principal suspeito, pois vem apoiada nem pela lógica ou pela evidência científica, nem pela experiência cotidiana. Mas quero deixá-lo ainda em más claro: as pessoas obesas em são por falta de força de vontade, nem é, a meu entender, a sua falta de força de vontade, o que lhes impede de emagrecer.

O senso comum diz que se alguém é capaz de emagrecer e voltar a seus velhos hábitos, voltará a engordar. Então faz sentido pensar que é importante fazer as alterações permanentes em nossa forma de vida, para que isso aconteça. Mas esse pensamento não se deduz que seja essa a razão por que, até o momento, as dietas falham. Essa mensagem de falta de más fundamento que pressupor que as pessoas obesas são fracos de caráter. E não é bem assim.

Para saber se a restrição de carboidratos pode trazer algo na perda de peso, eu acho que sim, você pode. Eu acho que, em geral, falar sobre a composição da dieta e do estado metabólico do paciente são a chave para encontrar uma solução para a obesidade. Certamente, a restrição de hidratos de carbono no seja a solução para todo o mundo, mas pode sê-lo para grande parte das pessoas que precisam perder peso. E outras pessoas terão melhor resultado com outro tipo de dieta.

Mas o que tenho claro é que não há nenhuma razão para falar de calorias e de negar a importância da composição da dieta. O uso das calorias na obesidade é tão absurdo como em qualquer outro caso em que uma pessoa sobe de peso: desenvolvimento muscular, crescimento do cabelo, um tumor, uma gravidez, crescimento quando se é criança, etc. Em nenhum desses casos “comer mais do que se gasta é a causa do crescimento, e também não o é a obesidade. Realmente não se entende como é que alguém chegou a pensar que o balanço energético ia explicar a causa de dar soluções para a obesidade. É algo de ridículo. Falar de calorias é ridículo.

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Por que ocorre o efeito rebote

-Já vai dos anos em que se mantém o peso e se sente cada vez mais à vontade com o seu corpo… Quais foram as chaves para evitar o “efeito rebote”?

–É assim, eu tenho 24 meses, mantendo o peso. Meus anos de obeso foram deixados para trás e sinto-me muito feliz com o meu estado físico atual.

No que diz respeito ao “efeito rebote”, antes de responder a pergunta gostaria de esclarecer o termo: o “efeito rebote” é a recuperación do peso que costuma vir depois de uma perda de peso. As dietas nos fazem perder peso durante alguns meses, mas também nos fazem recuperá-la em seguida, e a essa recuperação é o chamado “efeito rebote”. Diz-Se que o “efeito rebote” ocorre porque a gente sai da dieta e volta a seus velhos hábitos.

Pois bem, essa acusação não tem más fundamento que esconder que é o método que funciona. O efeito rebote ocorre mesmo que a gente mantenha a dieta, como foi demonstrado em alguns estudos científicos. Na minha opinião, o efeito rebote é a consequência lógica da falta de alimento: é a adaptação do nosso corpo à restrição calórica. “Comer menos”, não só nos faz perder peso a curto prazo, também nos faz recuperar a longo prazo. Novamente eu insisto: a culpa não é do obeso, é do método proposto pelo profissional, que é errado.

Todos os estudos de perda de peso suficiente duração publicados na literatura científica mostram o “efeito rebote”. Todos, exceto dois, que eu saiba. Esses estudos, dos anos de 2006 e 2007, realizados pelo mesmo grupo de pesquisadores utilizaram uma dieta baixa em carboidratos e sem restrição explícita de calorias.

A perda de peso foi diferente de acordo com o estado de saúde dos participantes, mas perderam-se entre 20 e 30 Kg em um ano. E o que é más importante: sem sinais de efeito rebote. Tipicamente a perda de peso se paralisa os seis meses, e a partir daí se recupera o peso perdido. Mas, nesses estudos, de um ano de duração, perda de peso, se interromperam em nenhum momento. Em houve efeito rebote.

No meu caso, e é possível que seja o mesmo para outras pessoas, creio que a chave para evitar o efeito rebote foi a restrição de carboidratos. As vezes anteriores que tinha dado início a emagrecer, sempre recuperava o peso.

E nesta última vez, eu comecei de novo uma dieta hipocalórica, mas quando vi sinais de efeito rebote adotei a restrição de carboidratos e a partir desse momento, novamente voltei a perder peso. Evitei o efeito rebote. Também é possível que a alta carga de exercício físico ajuda-lo, mesmo que fosse determinante, mas sim foi assim, só ajudou quando a dieta foi corrigida. Antes de mudar a dieta também fazia muito exercício físico, e o peso estagnou.

-Sendo más específicos, poderia dizer-se que o “efeito rebote” é apenas uma parte daquelas dietas que funcionam como patch temporária?

-Como disse antes, na minha opinião, uma vez que encontrarmos uma dieta que nos funcione, voltar aos velhos hábitos é fundamental. Mas abandonar a dieta não é a causa do efeito rebote.

Há estudos na literatura científica que demonstra que os participantes continuam com a dieta, e mesmo assim, a partir dos seis meses, mas, pelo menos, iniciam a recuperação do peso perdido. Sem deixar a dieta ou usar qualquer tipo de colastrina para emagrecer, repito. Na minha opinião o efeito rebote é o resultado de uma restrição calórica, que nos faz passar fome a nível celular. Não tem que ver com a força de vontade da pessoa.

A teoria do equilíbrio de energia nos diz que “Comer menos” fará com que o nosso corpo queime gordura corporal. Mas essa não é a reação do nosso corpo diante da falta de alimento: uma restrição calórica sustentada, o que faz é mudar os nossos níveis hormonais e o nosso metabolismo otimizado por conta de suplementos como quitoplan. “Comer menos” pão nosso corpo na defensiva: faz-lhe eficiente com o gasto energético e prioriza a recuperação da gordura corporal perdida. Essa resposta fisiológica, documentada na literatura científica, quase sempre com a denominação de “termogênese adaptativa”, é, em poucas palavras, o “efeito rebote”. O efeito rebote, que ocorre por culpa das pessoas que faz dieta; é uma conseqüência do mau método utilizado para o emagrecimento.

-Certamente mais de um se deve perguntar se em estranhas carboidratos e já de antemão podemos imaginar a resposta…

Pois eu sei se as pessoas que lerem estas linhas descobrir a resposta, mas não, não estranho em absoluto. E é claro que me refiro aos carboidratos em pó: o açúcar., os cereais, as farinhas. Sim consumo de vegetais abundantes, como o pimentão, berinjela, brócolis, couve-flor, vegetais de folha, etc.

Consumo más desses carboidratos saudáveis do que tenho feito. E quanto aos outros, eu diria que é muito más simples, em consumi-los nunca, que consumi-los com moderação, para efeitos de “estranhar-los”. Quando não consumimos, fazem parte de seus pensamentos, nos deseja. Tal e como eu o interpreto, consumi-los com moderação seria uma forma de manter viva a “vício”, e isso o faria más complicado.

Neste momento, a minha relação com a comida é muito más sustentável do que antes. Nunca tenho a sensação de me passar comendo nem de ter comido algo que devia. Não me preocupa a quantidade de comida, apenas que seja saudável. Comer deixou de ser um problema. Há pessoas que dizem que comer de forma saudável é insustentável a longo prazo. No entendo esse tipo de afirmações.

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